28 3517-3413
28 99933-3303
comercial@equilibrioes.com.br
Biblioteca de Pragas - Morcegos
A Ordem Chiroptera é a segunda em número de espécies, com cerca de 1000 espécies identificadas, sendo cerca de 140 existentes no Brasil. Os morcegos são os únicos mamíferos com capacidade de vôo, devido à transformação de seus braços em asas. Geralmente são considerados animais nocivos, sendo cercados por muitas lendas, geralmente associadas à sua aparência e hábito noturno.

Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Chiroptera

Descrição e biologia
A característica comum nos quirópteros é que suas extremidades anteriores estão organizadas em braço e antebraço e mão, constituída por um polegar de tamanho pequeno e 4 dedos bem alongados. As extremidades posteriores também são adaptadas para o vôo. Esses membros anteriores e posteriores estão interligados por uma membrana chamada patágio, constituída por uma dupla camada de pele. Os morcegos ocorrem em quase todo o planeta, exceto em locais muito frios ou muito quentes e em algumas ilhas muito isoladas. Possuem hábitos crepusculares e noturnos, vivem em grupos e utilizam como abrigo cavernas, frestas em rochas, forros e sótãos, porões, edificações, folhagens e copa de árvores, construções abandonadas, vãos de dilatação de prédios, cisternas ou poços. Seus hábitos alimentares variam conforme a espécie, assim existem os morcegos onívoros, frugívoros, nectarívoros ou polinívoros, folívoros, ranívoros, insetívoros, carnívoros, piscívoros e, finalmente, os hematófagos.

Ciclo de vida
A média de vida dos morcegos é de 20 a 30 anos. Vivem em grupos, onde há um macho dominante e o restante do grupo é composto por fêmeas. Atingem a maturidade sexual por volta de um ano de idade. A gestação dura de 2 a 7 meses, gerando em média 1 filhote por gestação. Esses filhotes nascem sem pelos ou com pelagem bastante tênue e são amamentados por 2 a 4 meses.

Principais Espécies e Danos Causados
Ao contrário do que se pensa, a maioria dos morcegos são benéficos ao meio ambiente, pois ao se alimentarem, podem disseminar sementes, polinizar flores e controlar populações de insetos. Os morcegos podem causar dano ao homem são os hematófagos, pois ao sugarem o sangue da presa, podem transmitir raiva. Geralmente, esses morcegos hematófagos atacam os animais domésticos, sendo raros os casos de ataque ao homem. Casos de ataque ao ser humano geralmente ocorrem por acidente, ou seja, quando tocado pelo homem e sentindo-se ameaçado, o morcego morde para se defender e, ao morder, transmite o vírus da raiva. Em vários estudos realizados, detectou-se que diversas espécies de morcegos, mesmo não sendo hematófagos, apresentam o vírus da raiva. Os morcegos em áreas urbanas causam bastante medo e incômodo às pessoas, devido à grande diversidade de lendas que envolvem os morcegos e também à sua aparência e hábitos.

Principais Espécies
Estão distribuídos em duas Subordens:

Megachiroptera: restrita aos continentes África, Ásia e Oceania. Nesta subordem encontram-se os maiores morcegos do planeta, conhecidos popularmente como “raposas voadoras”, podendo alcançar até 2 metros de envergadura. Apresentam uma unha no segundo dedo, orelhas pequenas, simples e destituídas de trago, sua orientação é baseada na visão, memória e olfato.

Microchiroptera: ocorre nas Américas. São menores, podendo medir de 10 a 80 cm de envergadura. Dependem de um sistema de orientação noturna mais eficiente do que a visão dos megaquirópteros. Não apresentam unha no segundo dedo, as orelhas são complexas, com trago presente, sua capacidade de ecolocalização é bastante desenvolvida.

Morcego cauda de rato – (Molossus ater e M. molossus)

Bastante comum, de coloração variando entre marrom e preto. Não apresenta apêndice nasal e sua cauda é livre e sem pelos. Alimenta-se de insetos e refugia-se em telhados e sótãos. Seus locais de abrigo são reconhecidos com facilidade por exalarem forte odor.


Morcego das casas – (Myotis nigricans)

É a menor espécie encontrada em residências. Apresenta coloração parda avermelhada, não possuindo apêndice nasal e sua cauda é contida na membrana interfemural. Alimenta-se de insetos e recebem esse nome por frequentemente abrigarem-se em sótãos e nos telhados das residências.


Morcego das frutas – (Artibeus lituratus)

Coloração parda com duas listras brancas na cabeça, acima e abaixo dos olhos. Apresenta apêndice nasal. Alimenta-se de frutas e abriga-se entre as folhagens das árvores.


Morcego beija-flor – (Glossophaga soriciana)

De pequeno porte e sua coloração é parda. Apresenta apêndice nasal pequeno e em forma triangular e cauda ausente. Sua principal característica é a língua alongada e fina que auxilia a lamber as flores, pois se alimenta do néctar das mesmas. Refugia-se entre as folhagens das árvores


Falso vampiro – (Phyllostomus hastatus)

Apresenta apêndice nasal desenvolvido e em forma de lança ou espada e focinho estreito. Possuem cauda e sua coloração é negra. É onívoro, se alimentando inclusive de néctar de flores como o morcego beija-flor. Refugiam-se geralmente em ocos de árvores.


Morcego de cauda curta – (Carollia perspicillata)

Coloração variando entre marrom escuro e marrom avermelhado, com região ventral mais clara. Apresenta apêndice nasal pequeno e em formato de folha e focinho curto. Sua cauda é pequena e inserida na membrana interfemural. Alimenta-se de frutas e insetos e refugiam-se em ocos de árvores, cavernas, frestas em rochas, minas, aquedutos e construções.


Morcego vampiro – (Desmodus rotundus)

Alimenta-se exclusivamente de sangue. Possui apêndice nasal rudimentar, em formato discóide com sensores térmicos que permite localizar a região mais vascularizada na pele da preza. Seus dentes são adaptados para perfurar a pele da preza e abrir a ferida de forma indolor e, em sua saliva, também há presença de substância anticoagulante. Apresenta cor parda, com a barriga e garganta mais claras. Outra característica própria dos morcegos vampiros é a ausência de cauda e a adoção da posição quadrúpede para caminhar, saltar ou escalar. É rara sua ocorrência no meio urbano, geralmente vive em áreas com criações de animais e abriga-se em cavernas ou ocos de árvores.


Prevenção
A entrada de morcegos em residência se dá por vários motivos, como busca de alimento ou água, filhotes que estão aprendendo a voar, morcego doente ou em busca de abrigo. As espécies que ocorrem no meio urbano geralmente são as frugívoras ou nectarívoras.
  • Recolher antes do anoitecer os bebedouros que contenham solução açucarada para beija-flores, pois os morcegos nectarívoros também são atraídos pela solução;
  • Para evitar a “visita” de morcegos frugívoros dentro das residências, devem-se guardar os frutos em locais protegidos;
  • Quando ocorrer a entrada frequente de morcegos dentro de algum cômodo, podem-se deixar as luzes acesas por alguns dias consecutivos. Como os morcegos são fotossensíveis, abandonarão o local;
  • Jamais se deve tocar em um morcego, pois ao ser tocado, ele pode morder e transmitir raiva à pessoa. Em casos de mordidas, procurar um posto de saúde imediatamente;
  • Utilização de barreiras físicas como telas de arame para impedir sua entrada;
  • Utilização de gel repelente;
  • Verificar telhas soltas ou quebradas.

Método de Controle
Os morcegos são espécies protegidas por lei, assim sua captura, perseguição ou destruição são proibidas. O controle deve ser realizado por pessoal treinado e somente quando necessário. Devemos lembrar também que repelir os morcegos não é fácil, então o melhor a se fazer é evitar sua entrada.
A ocorrência destes animais deve ser notificada aos órgãos competentes para que estes adotem as medidas cabíveis. A utilização de substâncias químicas anti-coagulantes são de uso exclusivo de Órgãos Oficiais.
A utilização do MIP é recomendada para melhores resultados.



Voltar!
Curta Nosso Facebook